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5 de junho de 2013

Do cativar e do cultivar

Desconfiava que eu não tinha sido feita para semear. Aprendi a depender de outras pessoas para cuidar das plantas de casa, até o dia que me encontrei com responsabilidade total sobre todas elas...

Tinha certeza de que todas as plantas já estavam previamente condenadas.

Minha maior surpresa foi perceber um dia que a plantinha que eu mantinha na janela só pela esperança de que alguma vez florisse começou a renascer. E eu comecei a ter esperança em mim mesma...

Uma amiga me disse que as plantas são muitos sensíveis que o segredo é regá-las sempre.

Acompanhei por semanas o crescimento do que no princípio era só um raminho verde. Até que num dia de muito frio e neblina, ao abrir janela, vi a tão esperada flor.

Nessa manhã, entendi com mais profundidade o sentimento do Pequeno Príncipe ao acompanhar o desabrochar da única rosa de seu planetinha.

Era a sua rosa.

Era inevitável que se apaixonasse...




Por Mari

27 de fevereiro de 2013

Um gato na janela


Marc Chagall, Paris par la fenêtre

Faz pouco tempo que eu descobri que sou completamente apaixonada pela natureza. Através dela é fácil ver como a vida se manifesta a todo momento, em toda a sua sabedoria. São tantas formas e cores diferentes que me encantam todos os dias. Entre todas as plantas e os animais, os meus preferidos são os gatos. Amo gatos. Eles me fazem tão feliz. Acho que eles (e os cachorros também) são um presente de Deus. Eles são um exemplo de amor, carinho e alegria. Infelizmente ainda não posso ter gatos na minha casa. Então me contento em assistir, pela janela do apartamento, a brincadeira dos gatos aqui da vizinhança.

Esses dias um desses gatos me fez muito feliz.
Nesse dia eu estava muito triste. O peito apertava, as lágrimas corriam pelo rosto. Eu me sentia sozinha. Pedi muito a Deus para me dar forças e equilíbrio para lidar com as dificuldades do dia a dia. Entre as lágrimas, olhei pela janela do meu apartamento e o meu coração se encheu de alegria quando eu vi o gato da vizinha.

Aquele dia triste aconteceu no inverno. Faziam vários dias que eu não via os gatos. O frio era tanto que nem eles tinham coragem de se aproximar da janela – uma das partes mais frias da casa.

Quando eu vi aquele gato preto brincando na janela o meu dia se transformou. Passei a rir das brincadeiras dele. Nevava e fazia frio e, mesmo assim, o gato estava todo feliz, brincando na janela.

Ver aquele gato foi como um presente de Deus para mim. Eu voltei a sorrir e deixei a tristeza de lado. A natureza é bonita demais e ficar triste diante de uma forma de vida tão fofinha era muito pequeno.


E para você, o que faz você sorrir, conforta o coração e ajuda a esquecer as dificuldades?

Para mim, os gatos na janela ajudam um bocado!

Por Lorena