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30 de outubro de 2013

Casa de Brinquedos




"Eu estava brincando na Casa dos Brinquedos..."

Com certeza ao ler esta afirmação muitos pensarão que é uma criança que está falando, pois é muito grande a dificuldade que os adultos têm para brincar no seu cotidiano de responsabilidades. O que felizmente as mães têm a oportunidade de aproveitar. 

A maternidade não é de maneira nenhuma uma brincadeira, já que a responsabilidade se materializa ao ensinar uma criança a tornar-se um bom adulto. Chego a dizer que é uma das maiores responsabilidades que se pode assumir perante o mundo.

Mas, certamente também, é uma grande oportunidade para brincar, não em uma casa de brinquedos miniatura, porque com uma filha de 1 ano e 7 meses em casa descobri que a minha própria casa virou realmente uma casa de brinquedos e que eu acabo sendo uma criança grande, e mais desajeitada que ela.

Eu rolo no chão, engatinho atrás dela, dançamos, brincamos de bola e apesar de já não ter a mesma agilidade eu tento ensiná-la, na sua pouca idade, a desenvolver sua coordenação para poder aproveitar toda a agilidade que a infância lhe dá, que um dia já me deu, mas que eu consigo, como mãe, diariamente rememorar.

Portanto a frase: Eu estava brincando na Casa dos Brinquedos... Não é de uma criança, mas da mãe que pelo menos em algumas horas do dia, volta a ser assim...

Por Daniela

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28 de agosto de 2013

Minha cunhada vai casar




Desde pequena, quando pensava no meu futuro, não pensava no meu dia, num escritório que me tornaria uma profissional bem sucedida: pensava em seis e meia da tarde.

Tô procurando a chave de casa e meia dúzia de cabecinhas me apressando. “Vai logo, mamãe, quero fazer xixi!” Abri a porta e duas bolinhas rosas entraram piruetando pela sala. Talvez toque pra elas dançarem depois da janta (aprendi piano pra tocar durante a gravidez). Entrou também uma que resolveu fazer ginástica olímpica só pra acabar com o meu coração de bailarina. Mais um moleque PRETO de tanto se jogar no chão no futebol (“direto pro chuveiro, sem encostar essa mão na parede, hein!”) e um no ombro do pai, mostrando o golpe que aprendeu no judô.
Criei uns braços a mais e fiz a janta e dei banho em metade. Hoje misturei beterraba no macarrão. “Mamãe, é da Barbie?!” “Eca, é de menina!” Como é difícil fazer essas crianças comerem! Sobremesa, todo mundo quer! E esse pai coruja ainda vive comprando sorvete... O cadeirão está vazio, a bonita não saiu do colo desde que chegou em casa (acho que estamos mimando demais essa menina).
“Anda logo, Lorenzo, só falta você! Você e os seus irmãos ainda têm que fazer o dever de casa!” Criança precisa de rotina. Depois da tarefa, historinha, santo anjo e CAMA!
Silêncio. Mas quem disse que pai e mãe se esquecem dos filhos alguma hora? Como estão lindos! Espertos, engraçadinhos, tão arteiros! Domingo a vovó não vai nem acreditar. Dente de um caindo, de outra, nascendo...

Nascendo também está uma família. Agora, em 2013. Minha cunhada vai casar. Não segurei o choro ao pensar nesse fruto tão bonito do matrimônio que é a vida, o amor. Disfarçado na rotina em forma de risadinhas.


B.M.

20 de março de 2013

Timeline do Amor


1984 – Nasci apaixonada.

1987 - Aos 3 anos aconteceu minha primeira paixão arrebatadora. Eu tinha certeza que eu ia casar com aquele menino loiro, lindo, de 15 anos, que sentava comigo todo domingo na igreja.

1989 - Aos 5 anos mudei de país, mas o amor continuava ali, falando a mesma língua que a minha.

1990 a 1997 -Dos 6 aos 13 anos me apaixonava toda semana, sempre por algum sorriso diferente. Meus diários de vida sempre estavam cheios de corações, recibos de lugares em que fui com aquele menino especial, fotos, fotos dos boybands da época, poesias... E foi quando conheci meus amigos para a vida toda.

1998 - Aos 14 conheci o amor da minha vida. E eu soube no primeiro momento em que o vi (piegas, mas é verdade).

1998 a 2005 - Dos 14 aos 21 o amor deu lugar a outras paixões: segundo grau,  passar no vestibular, primeiro emprego,  faculdade,  uma vaga no mestrado...

2006 - Aos 21, o amor de 14 anos voltou na minha vida e mais uma vez tive certeza novamente que era ele, assim, fácil. Começamos a namorar, noivamos.

2007 - Aos 22 casei, na praça, para todo mundo ver.  E percebi o quanto amava minha mãe e meus irmãos quando saí de casa para a minha casa e vida de casada.

2008 - Aos 23 comecei a amar meu trabalho, a correr na rua, novas músicas, novos amigos para completar minha vida.

2012 - Aos 27 tive minha primeira filha. Dei o nome que mais amava no mundo. De um filme que amei assim que vi o cartaz.

2013 - Aos 28 o amor acontece a todo momento. Vejo minha filha e vejo o amor em pessoa.  Humanizado em 75 cm de altura, 10 kg de muita fofura.  Vejo que minha vida não poderia ser mais completa. Com ela, com ele e com todos eles a minha volta.

Como disseram Los Hermanos: para nós, todo o amor do mundo...

Por Japonesita

26 de outubro de 2012

O bem de si e o bem do outro

Nesses 25 anos de casada pude experimentar com propriedade, no dia a dia, a afirmação de Aristóteles: "Amar é querer um bem para o outro." Percebo agora o quanto lutar para viver segundo esse princípio valeu a pena. Não vou dizer que foi fácil, pelo contrário, várias vezes custou muito, pois nem sempre o amor vem acompanhado de um sentimento agradável.

Quando a minha primeira filha nasceu a alegria foi imensa, meu marido e eu ficamos encantados com aquela criaturinha, que para nós era a mais linda do mundo! Mas as primeiras dificuldades surgiram logo na amamentação. Foi bastante dolorido, mas a vontade de amamentar minha filha era tão grande, pois sabia que era melhor para ela, que suportei as dores e continuei amamentando. Percebi, com esta experiência, que o amor não é um sentimento, mas um ato da vontade, que pode ser acompanhado por um sentimento agradável ou não.



Este é só um pequeno episódio que faz parte do meu aprendizado sobre o amor. Há centenas de outros em que me alegrei, perdoei, ajudei, corrigi, cuidei, curei, recordei, sofri e me compadeci. Como consequência me desenvolvi como ser humano e percebi que querer o bem do outro é querer também meu próprio bem.

Por E.